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O Amor é Contagioso

  • 1 de fev. de 2016
  • 3 min de leitura

O que é família?

Você já reparou como é difícil criar uma definição simples pras palavras que a gente mais usa?

Segundo o dicionário do Google, a palavra Família é um substantivo feminino (por isso a gente fala “a família”, não “o família”) que indica um grupo de pessoas que moram na mesma casa ou um grupo de pessoas que tem ancestralidade em comum. Ou seja: seu avô é da sua família porque ele é pai do seu pai, sua tia é da sua família porque é irmã da sua mãe e assim por diante.

Hoje a gente vai falar um pouco sobre a primeira definição, a de

família como pessoas que moram na mesma casa. Não vamos falar sobre o caso das pessoas que moram em república e nem sobre as questões que acontecem nas festas de final de ano e aniversário... sobre essas situações a gente escreve outro dia. Prometo, tá?

Quando a gente nasce, somos levados da maternidade pra casa e, a partir daí, a gente começa a conhecer as outras pessoas que vão fazer parte da nossa vida. Passa um tempinho e você percebe que você tem uma mãe, um pai, um irmão, uma irmã (e infinitas outras possibilidades de combinação familiar) e que essas pessoas estão lá todos os dias... porque elas moram lá com você. Aí passa mais um tempo e você percebe que você gosta de interagir com essas pessoas e que adora contar como foi seu dia na escola e como seu amigo Pedrinho é engraçado e como a Aninha tem muito mais lápis de cor que você. E aí você percebe que ninguém quer te dar atenção ou que seu irmão mais velho parece não saber seu nome, já que só te chama de idiotinha.

Pois é... você já conheceu os defeitos daquelas pessoas e alguns deles machucam muito o seu coração e te dão vontade de não falar mais com elas. Só que você sabe que isso é impossível, já que você sempre precisa perguntar pra sua mãe onde estão suas meias e onde foi parar aquele seu tênis que você só usou uma vez. Então você tem uma ideia brilhante: ser o mais grosso que você conseguir pra deixá-los tão tristes quanto eles te deixam.

Conhece essa história? Pois é, parece ser a história da vida de todos nós. E a gente precisa concordar que isso machuca muito mais a gente, porque a gente dá um jeito de atacar um, daí esse um ataca de volta e tudo vira uma guerra civil, como gente se agredindo verbal, fisica e moralmente.

Essa situação cria na gente um sentimento horrível que é capaz de fazer com que a gente cometa as maiores atrocidades: a mágoa. A coisa acontece mais ou menos assim...

Sua mãe fala um negócio que te chateia muito. Lá dentro do seu coração nasce uma feridinha. Aí você responde pra sua mãe com aquela arma secreta que você sabe que vai ferir ela também. Lá dentro do coração dela nasce uma feridinha e a sua própria feridinha inflama, porque você machucou uma pessoa que você ama. Aí ela contra argumenta com uma coisa que ela sabe que vai acabar com você. A sua feridinha inflamada aumenta e a dela inflama. Essa história pode terminar de vários jeitos diferentes, mas é muito possível que grande parte dos finais sejam muito traumáticos e extremamente desastrosos.

Pra curar esse monte de ferida e aquela inflamação horrível só tem uma coisa que a gente pode fazer: retroceder.

Retroceder é, aparentemente, um sinal de fraqueza, já que isso significa abaixar as armas e levantar bandeira branca. Mas é o único jeito que permite que ambas as partes vençam a guerra. Se ao invés de ser ferido e contra atacar você parar e conversar com a outra pessoa e explicar pra ela como aquilo te machucou, você cria uma possibilidade de reconciliação. É certo que a outra pessoa vá se arrepender, pedir perdão e mudar? Não. É possível que ela resista e demore a dar o braço a torcer, mas a sua ação vai doer infinitamente mais no coração dela do que ela

espera que doa.

É muito possível que a outra pessoa também esteja muito machucada, e, por isso, aja de modo a machucar os outros. Então tenha paciência e demonstre todo o amor que você sente por ela. O amor cura tudo. Você vai se sentir muito melhor se abraçar e beijar do que se atacar. E a pessoa vai perceber que é cruel atacar alguém que mesmo triste e magoado demonstra o amor que sente ao invés de dar sequência ao combate. Vai por mim, você vai se curar e curar a sua família todinha se demonstrar o amor que sente por eles nos momentos mais difíceis. Afinal, o amor é contagioso.

Rô.

 
 
 

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